O Meio

Fafe é uma cidade jovem, no quadro de um concelho cujas raízes remontam a tempos imemoriais. Por aqui passaram diferentes civilizações, entre as quais os lusitanos e os romanos, que moldaram alguns dos recantos mais belos desta terra.
Em 1513, o Rei D. Manuel concedeu foral ao concelho de Montelongo, antiga designação de Fafe, que no século XIX ascende a vila e em 1986 é elevada a cidade como reconhecimento do surto de progresso a vários níveis ocorrido após o 25 de abril de 1974.
A cidade de Fafe é a sede do concelho com o mesmo nome, sendo constituído por 25 freguesias após a reforma administrativa ocorrida em janeiro de 2013.
A Cidade dista cerca de 36 Km da capital de distrito, Braga, 70 Km do Porto e 386 Km de Lisboa, a capital do país.
Com a área de 219,08 Km2 e uma população de cerca de 50.633 habitantes (densidade populacional 231,1 hab/km2), o concelho inscreve-se em pleno Minho verde, concretamente na sub-região do Vale do Ave, de que o mais importante afluente, o Vizela, nasce no território do município.
Constitui o território do concelho um expressivo ambiente de montanha. A altitude média é da ordem dos 550 metros, atingindo-se nalguns pontos cotas superiores a 850 metros.
A cidade de Fafe ocupa uma localização concêntrica em relação ao concelho e às principais vias de acesso. O centro urbano ocupa uma área de 7.97 Km2 e uma população residente de cerca de 15.703 habitantes, correspondendo-lhe uma densidade populacional de 1.970 hab./Km2.
A cidade é um espaço moderno, com apenas século e meio de existência na sua configuração atual. A par da sua arquitetura mais recente, impõe-se no centro histórico a "arquitetura dos brasileiros". Aqui se encontram os serviços públicos mais importantes, os bancos, a atividade comercial, as escolas (desde o Ensino Pré-escolar ao Ensino Superior), bem como os principais equipamentos culturais e desportivos.

(Obtido do documento Projeto Educativo)

Escola Secundária de Fafe

A Escola Secundária de Fafe é constituída por três blocos - A, B e C – e um bloco central polivalente, onde funcionam os Serviços Administrativos, a Direção, o PBX, a cantina, sala de professores, o bufete e a papelaria, um pavilhão gimnodesportivo, quatro salas em instalações
pré-fabricadas, e um anexo de valências diversificadas. Para além das salas de aulas, dos laboratórios de Biologia/Geologia, de Física/Química e de Matemática, das salas de Informática, das salas específicas dos Cursos Profissionais e CEF, existem outros espaços de apoio: dois auditórios, Biblioteca/Centro de Recursos/Museu, sala de Diretores de Turma, gabinete de atendimento aos Encarregados de Educação, gabinete de Serviços de Psicologia e Orientação Educativa, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, Reprografia e vários gabinetes de Departamento.
As instalações, com cerca de trinta anos, encontram-se em fase de requalificação e modernização.

Escola Básica de Arões - Santa Cristina

A Escola Básica de Arões – Santa Cristina localizada em Arões St.ª Cristina, dista cerca de 6 km do centro de Fafe e da Escola Sede do Agrupamento.
O edifício escolar é de tipologia T16 e entrou em funcionamento em Outubro de 2004. É constituído, genericamente, por um bloco de dois pisos, unidos internamente, por longos corredores que dão acesso às salas de aula situadas no primeiro e segundo pisos, direitos e esquerdos.
A escola dispõe dos seguintes espaços: gabinete da Direção, sala de professores, sala de funcionários, bufetes, serviços administrativos, posto médico, refeitório e cozinha, 17 salas de aulas, 2 laboratórios, sala de Ensino Especial, sala de Novas Práticas, sala de estudo, sala de Diretores de Turma (DT), sala de reuniões, papelaria e reprografia, biblioteca integrada na rede de bibliotecas escolares (RBE), apresentando meios e materiais de boa qualidade, permitindo ser um espaço de interesse e pesquisa que os alunos procuram com regularidade. Tem um auditório com a capacidade para 80 alunos, devidamente preparado para a projeção multimédia. Todas as salas estão equipadas com projetor de multimédia e a maioria com Quadros Interativos. A escola está ainda equipada com um pavilhão gimnodesportivo bem equipado para o funcionamento das aulas de educação física. Acresce ainda a existência de um espaço exterior específico, também para a concretização de atividades desportivas.

Escola Básica de Arões - São Romão

A Escola Básica de Arões – S. Romão situa-se na Freguesia de Arões - São Romão, a cerca de 10 km da escola sede de agrupamento. É um edifício do tipo P3 recentemente intervencionado em termos físicos com capacidade para 275 alunos. Possui 11 salas de aula, 8 ocupadas por alunos do 1.º ciclo e 3 pelo JI. Possui uma cozinha completa em funcionamento, 1 refeitório, 1 polivalente, gabinete de professores e biblioteca integrada na RBE. No exterior, tem campo de jogos e um amplo espaço de lazer.

Escola Básica de Cepães

A Escola Básica de Cepães situa-se na União de Freguesias de Cepães e Fareja, a cerca de 7,5 km da escola sede. O edifício é do Plano dos Centenários, com capacidade para 250 alunos.
Atualmente, dispõe de 10 salas: 5 salas ocupadas pelo 1.º ciclo, 2 pelo ensino Pré-Escolar, 1 auditório, 1 gabinete de trabalho, sala de professores, sala de computadores e uma Biblioteca integrada RBE. É ainda dotada de 1 refeitório/polivalente.

Escola Básica de Monte

A Escola Básica de Monte situa-se na freguesia de Arões - St.ª Cristina, a 8 km da escola sede.
Também funciona num edifício do Plano dos Centenários, dispõe de 3 salas para o 1.º Ciclo e de 1 para o Pré-escolar, 1 Gabinete de Professores e de uma sala destinada às atividades de Enriquecimento Curricular.

Escola Básica de Fareja

A Escola Básica de Fareja é a escola mais afastada da escola sede, situa-se na União de Freguesias de Cepães e Fareja, a cerca de 12 km da escola sede.
O edifício, de construção recente, é constituído por 4 salas de aulas (3 do 1.º Ciclo e 1 para a educação Pré-Escolar), uma sala de Professores, uma Biblioteca e 1 polivalente/refeitório com capacidade para 75 alunos. Existe um recreio que circunda todo o edifício a que acresce uma, ainda que reduzida, área exterior coberta na qual são realizadas várias atividades.

A ESCOLA SECUNDÁRIA DE FAFE

Por Augusto Lemos 
in "Revista ConVida", Edição n.º 0, Dezembro de 2009

Sensivelmente a meio da rua Montenegro da cidade de Fafe, numa casa algo vetusta, porta número 92, quase em frente do antigo asilo, com uma certa aparência de abandono, está colocada uma singela e pequena placa, que faz eco de uma das primeiras iniciativas do século vinte em termos de formação cultural, de natureza liceal. Nessa nostálgica pedra preta, consta a seguinte inscrição: “ Fundado pelos professores João de Oliveira Frade e Manuel José da Costa, em 1924, funcionou, neste edifício, de 1928 a 1948, o EXTERNATO de FAFE, estabelecimento de ensino, que tantos e tão relevantes serviços prestou à nossa terra.”

Seguir-se-lhe-ia o Colégio de Fafe, que começou a funcionar em 1951, no qual fruí as eloquentes lições dos meus mestres, especialmente, da sua Directora e professora de Matemática e de Física e Química, Dra Maria Emília. Era na área docente da Matemática que a ilustre formadora atingia a plenitude, o infinito apogeu do seu brilhantismo, a mais luminosa luz do Sol do seu entusiasmo docente. Eram deveras fascinantes os horizontes abertos pelo criativo raciocínio hipotético-dedutivo, que representa, sem dúvida, um salto qualitativo deslumbrante comparado com o vulgar e escolástico silogismo, cuja conclusão nada traz de novo para além do que já vem contido nas premissas. (...)

Daí a pouco, a Escola adquiriu a sua autónoma e foi criada a Escola Secundária de Fafe pelo Decreto-lei nº 260-B/75, de 26 de Maio de 1975, com o código 816, em DR-I série. Começou a funcionar em 22 de Maio de 1976. Passou a Escola Secundária/3, pelo Despacho nº 1847/99, de 03 de Fevereiro de 1999, com o código 403775, em DR-II série. A sua efeméride dos trinta anos de existência foi celebrada, fez três anos em Maio.

Foi transferida para o actual complexo de edifícios no ano lectivo 1983/1984, estando, por conseguinte, a cumprir o seu vigésimo sexto ano de existência, nestas instalações actuais.

Pelo meu prisma de apreciação das situações, das coisas e das pessoas, tem sido um centro de cultura, de profundo humanismo, de elevada nobreza e dignidade; de irrepreensível dedicação e profissionalismo.

Sempre tenho gostado da Escola e, em especial, do seu pessoal docente. Somos gente de valores, que nos orientamos pelos princípios de Cidadania democrática, pela pureza e ecologia dos nossos sentimentos.