Historial

Breve caracterização da escola

A Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de Fafe, situada no centro da cidade, na Avenida da Liberdade, foi criada pelo Despacho n.º1847/99, de 3 de Fevereiro de 1999, tendo sido antes uma Escola Secundária, criada em 1975, e no passado a Escola Industrial e Comercial de Fafe.

O nível socioeconómico das famílias dos alunos é predominantemente médio/baixo. Constata-se que as habilitações académicas dos pais/encarregados de educação são, na sua maioria, o ensino básico (68%).

Maioritariamente, os pais são operários e as áreas de ocupação profissional são a indústria, os serviços e o comércio.

A Escola é constituída por três blocos de aula (A, B e C); um bloco polivalente onde funcionam, entre outros, os Serviços Administrativos, o Centro de Novas Oportunidades, a Direcção, o PBX, a sala de reuniões, a cantina e a papelaria; um pavilhão gimnodesportivo; e quatro salas em instalações pré-fabricadas. Para além das salas de aulas, dos laboratórios de Biologia/Geologia, de Física e de Química e de Matemática, das salas de Informática, das salas específicas dos Cursos de Educação e Formação, existem outros espaços de apoio: dois auditórios, Biblioteca/Centro de Recursos/Museu, sala de Directores de Turma, sala de Professores, gabinete de Serviços de Psicologia e Orientação Educativa, reprografia, papelaria e bufete. Foi criado, recentemente o Gabinete de Apoio ao Aluno.


Notas sobre Fafe

A Escola Secundária está integrada numa cidade jovem, no quadro de um concelho cujas raízes remontam a tempos imemoriais. Por aqui andaram civilizações, como os lusitanos e os romanos, que moldaram alguns dos recantos mais belos desta terra.

Em 1513, o Rei D. Manuel concedeu foral ao concelho de Montelongo, antiga designação de Fafe, que no século XIX ascende a vila e em 1986 é elevada a cidade como reconhecimento do surto de progresso a vários níveis ocorrido após o 25 de Abril.
Fafe integra 36 freguesias e tem uma população de cerca de 50 mil habitantes. A maioria da população activa do concelho trabalha na indústria, mas também se dispersa pelo comércio, servserviços e agricultura.
Serpenteada pelo rio Vizela, esta terra oferece aos forasteiros as mais pitorescas paisagens, de Ruivães ao Confurco, da Lagoa a Luílhas. A remansosa Barragem de Queimadela, magnífico cenário para desportos náuticos, e a Zona Turística de caça da Serra de Fafe, são consideradas um verdadeiro paraíso para os amantes da arte cinegética.
Fafe é também a deliciosa gastronomia: a famosa vitela assada, os doces regionais de Fornelos e Arões e o vinho verde da região. É ainda o artesanato mais tradicional e autêntico, dos artefactos de palha aos belíssimos bordados regionais.
Singular pela arquitectura “dos brasileiros”, merece atenta visita, tem para oferecer o Jardim do Calvário, de onde se avista deslumbrante a Serra da Lameira, a história e a arte da Igreja Matriz, o povoado e miradouro de Santo Ovídio, os palacetes arte nova, o Museu Municipal, a Casa da Cultura e o monumento à Justiça de Fafe.
Não se conhecerá Fafe se não se visitar a Igreja Românica de Arões (Monumento Nacional, Sé. XIII), as belíssimas casa senhoriais disseminadas pelo concelho, o museu hidroeléctrico de Santa Rita (Fornelos, 1914), ou se não se assistir às seculares festas em honra a nossa Senhora de Antime, no segundo domingo de Julho.

Projecto Educativo da Escola (2008 - 2011)

 

ESCOLA SECUNDÁRIA DE FAFE

Sensivelmente a meio da rua Montenegro da cidade de Fafe, numa casa algo vetusta, porta número 92, quase em frente do antigo asilo, com uma certa aparência de abandono, está colocada uma singela e pequena placa, que faz eco de uma das primeiras iniciativas do século vinte em termos de formação cultural, de natureza liceal. Nessa nostálgica pedra preta, consta a seguinte inscrição: “ Fundado pelos professores João de Oliveira Frade e Manuel José da Costa, em 1924, funcionou, neste edifício, de 1928 a 1948, o EXTERNATO de FAFE, estabelecimento de ensino, que tantos e tão relevantes serviços prestou à nossa terra.”

Seguir-se-lhe ia o Colégio de Fafe, que começou a funcionar em 1951, no qual fruí as eloquentes lições dos meus mestres, especialmente, da sua Directora e professora de Matemática e de Física e Química, Dra Maria Emília. Era na área docente da Matemática que a ilustre formadora atingia a plenitude, o infinito apogeu do seu brilhantismo, a mais luminosa luz do Sol do seu entusiasmo docente. Eram deveras fascinantes os horizontes abertos pelo criativo raciocínio hipotético-dedutivo, que representa, sem dúvida, um salto qualitativo deslumbrante comparado com o vulgar e escolástico silogismo, cuja conclusão nada traz de novo para além do que já vem contido nas premissas.



Daí a pouco, a Escola adquiriu a sua autónoma e foi criada a Escola Secundária de Fafe pelo Decreto-lei nº 260-B/75, de 26 de Maio de 1975, com o código 816, em DR-I série. Começou a funcionar em 22 de Maio de 1976. Passou a Escola Secundária/3, pelo Despacho nº 1847/99, de 03 de Fevereiro de 1999, com o código 403775, em DR-II série. A sua efeméride dos trinta anos de existência foi celebrada, fez três anos em Maio.



Foi transferida para o actual complexo de edifícios no ano lectivo 1983/1984, estando, por conseguinte, a cumprir o seu vigésimo sexto ano de existência, nestas instalações actuais.

Pelo meu prisma de apreciação das situações, das coisas e das pessoas, tem sido um centro de cultura, de profundo humanismo, de elevada nobreza e dignidade; de irrepreensível dedicação e profissionalismo.

Sempre tenho gostado da Escola e, em especial, do seu pessoal docente. Somos gente de valores, que nos orientamos pelos princípios de Cidadania democrática, pela pureza e ecologia dos nossos sentimentos.

Augusto Lemos 
in "Revista ConVida", Edição nº0, Dezembro de 2009